Sexta, 12 de junho de 2026
(67) 9-9959-0792
Brasília

04/03/2026 às 12h15

Redação

Campo Grande / MS

PGR foi contra prisão de Daniel Vorcaro
Mendonça lamentou posição e citou risco à vida de vítimas Ministro do STF afirma que avaliação da Procuradoria poderia também dificultar recuperação de recursos públicos
PGR foi contra prisão de Daniel Vorcaro
Foto arquivo

O ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, lamentou o posicionamento da Procuradoria-Geral da República a respeito dos pedidos da Polícia Federal, e afirmou que acolhê-lo poderia colocar em risco “a segurança e a própria vida de pessoas que se tornaram vítimas dos ilícitos”, além de dificultar a recuperação de ativos bilionários desviados dos cofres públicos e de particulares.


A declaração de Mendonça foi feita em decisão que determinou a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Master, nesta quarta-feira (4).


A PGR não se manifestou dentro do prazo de 72 horas que havia sido concedido para analisar o pedido da Polícia Federal na operação Compliance Zero.


Após o prazo expirar, a PGR apresentou petição afirmando que não identificava, naquele momento, “a indicação de perigo iminente” que justificasse uma análise tão rápida e pediu que as providências aguardassem sua manifestação completa, acrescentando que não poderia endossar as medidas cautelares antes de avaliar melhor o material.


Mendonça afirmou, em sua manifestação, que lamenta o entendimento da PGR.


Para o ministro, o órgão não percebeu que as evidências dos crimes e a urgência para a adoção de medidas estão “fartamente reveladas na representação da Polícia Federal”, que há concreta possibilidade de prevenir “condutas ilícitas contra a integridade física e moral de cidadãos comuns, de jornalistas e até mesmo de autoridades públicas” e que há indicativos de que tenha ocorrido acesso indevido a sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e até mesmo da Interpol.


Segundo Mendonça, “no caso específico destes autos, a demora se revela extremamente perigosa para a sociedade”.


A decisão do relator atendeu a um pedido da PF diante de suspeitas de crimes de obstrução de Justiça, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o sistema financeiro.


Além de Vorcaro, também foram alvos da operação Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, o coordenador operacional Luiz Phillipi Mourão (conhecido como “Sicário”), e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Todos foram presos preventivamente.

FONTE: Guilherme Seto

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2026 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium