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Saúde

06/03/2026 às 11h57

Redação

Campo Grande / MS

Avanços na assistência fazem Baixo Pantanal de MS zerar óbito materno
Resultados históricos foram obtidos após fortalecimento da rede de cuidado na região, por meio do PlanificaSUS
Avanços na assistência fazem Baixo Pantanal de MS zerar óbito materno
Foto Bruno Rezende

A Região do Baixo Pantanal registrou um marco histórico ao zerar os óbitos maternos no período analisado pelo 3º RDQA (Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior) de 2025. O resultado reforça o impacto das ações de qualificação da assistência pré-natal, do fortalecimento da APS (Atenção Primária à Saúde) e da organização da rede regional de atendimento.


O Baixo Pantanal integra a Macrorregião Centro e é composta por 12 municípios: Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caracol, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Maracaju, Nioaque e Porto Murtinho. Juntos, somam uma população estimada em mais de 245 mil habitantes, conforme o Plano Diretor de Regionalização do Estado.


A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destaca que o indicador é reflexo direto do trabalho integrado entre Estado e municípios. “Zerar o óbito materno em uma região demonstra que a rede está funcionando, com pré-natal qualificado, identificação de risco em tempo oportuno e fluxo assistencial organizado. É um resultado que mostra a importância de uma Atenção Primária estruturada e articulada com os demais níveis de atenção”, afirmou.


Além do avanço na saúde materna, a região também apresentou redução na taxa de mortalidade infantil, consolidando uma tendência de melhoria nos indicadores e maior resolutividade no cuidado às gestantes e recém-nascidos.


Queda regional e fortalecimento da assistência


A redução da mortalidade infantil no Baixo Pantanal reflete investimentos no acompanhamento pré-natal, na qualificação das equipes e na ampliação do acesso aos serviços. O monitoramento contínuo dos indicadores tem permitido intervenções mais rápidas, especialmente nos casos de maior risco.


Dentro da linha de cuidado materno e infantil, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) também tem direcionado esforços para o fortalecimento do diagnóstico e do cuidado às crianças com anomalias congênitas, especialmente nos primeiros dias de vida.


Os dados apontam que 44% dos óbitos infantis ocorrem entre 0 e 6 dias, período considerado decisivo para intervenções oportunas. Por isso, a ampliação da triagem neonatal e a qualificação da assistência especializada têm sido prioridades da gestão estadual.


Para a coordenadora de Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, Renata Meireles, o enfrentamento desse cenário passa pelo aprimoramento contínuo da linha de cuidado materno e infantil. “Os avanços mostram que estamos no caminho certo, mas os óbitos por anomalias congênitas exigem atenção permanente. Precisamos ampliar o diagnóstico precoce, especialmente das cardiopatias congênitas, e fortalecer a triagem neonatal para garantir encaminhamento rápido e tratamento oportuno”, destacou.


Foco em cardiopatias congênitas e triagem neonatal


Diante desse contexto, a SES tem intensificado ações voltadas ao diagnóstico e tratamento precoce das cardiopatias congênitas, uma das principais causas de morte neonatal.


O fortalecimento da triagem neonatal e a qualificação da assistência nos primeiros dias de vida são estratégias centrais para reduzir óbitos evitáveis e consolidar os avanços já alcançados na região do Baixo Pantanal.

FONTE: André Lima

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