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24/03/2026 às 15h36

Redação

Campo Grande / MS

Gerson defende responsabilidade fiscal e critica “soluções fáceis” sobre retirada do ICMS do diesel
O presidente da ALEMS ressaltou que a eventual retirada do imposto representaria uma perda de aproximadamente R$ 2,5 bilhões em receita para o Estado
Gerson defende responsabilidade fiscal e critica “soluções fáceis” sobre retirada do ICMS do diesel
Foto divulgação

Durante a sessão plenária desta terça-feira (24), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado Gerson Claro, fez um posicionamento firme contra propostas que defendem a retirada do ICMS sobre o diesel como resposta imediata à alta dos combustíveis.


Para ele, medidas desse tipo ignoram o impacto direto nas contas públicas e comprometem a capacidade do Estado de honrar seus compromissos.


Ao abordar o tema, Gerson destacou que é preciso cautela diante de soluções consideradas simplistas para problemas complexos.


“Tenho muita preocupação com soluções milagrosas. Parece fácil dizer ‘tira o ICMS e resolve’, mas é nosso dever mostrar as contas e a realidade”, afirmou.


O presidente da ALEMS ressaltou que a eventual retirada do imposto representaria uma perda de aproximadamente R$ 2,5 bilhões em receita para o Estado.


Segundo ele, esse montante comprometeria diretamente despesas essenciais.


“Isso significa colocar em risco o pagamento do décimo terceiro dos servidores, inviabilizar a revisão geral anual e reduzir a capacidade de investimento do Estado. Não existe mágica na gestão pública”, pontuou.


Gerson Claro também reforçou que a medida esbarra em limites legais, especialmente no que diz respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede a renúncia de receitas já constituídas, sobretudo em ano eleitoral.


Ele fez questão de diferenciar políticas de incentivo fiscal da retirada de receitas já previstas no orçamento.


“Uma coisa é o benefício fiscal planejado, que atrai investimentos e gera desenvolvimento. Outra, completamente diferente, é abrir mão de uma receita que já está comprometida com despesas obrigatórias, inclusive com os municípios”, explicou.


Para o parlamentar, o debate precisa ser conduzido com transparência e responsabilidade.


Ele defendeu que qualquer proposta que envolva redução de receita venha acompanhada de alternativas concretas para compensação.


“Se a ideia é retirar o ICMS, é preciso dizer claramente de onde virá o recurso para manter o funcionamento do Estado. Sem isso, estamos apenas transferindo o problema”, afirmou.


Gerson concluiu reforçando sua posição contrária à medida, alertando para o risco de decisões motivadas por pressões momentâneas.


“Essas soluções mágicas, muitas vezes com viés eleitoreiro, não resolvem o problema da administração pública. Não se pode comprometer o equilíbrio fiscal e penalizar servidores e a população”, finalizou.

FONTE: Assessoria Parlamentar

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