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11/04/2026 às 15h32

Redação

Campo Grande / MS

Novo cobra explicações de ministro sobre morte de “Sicário”
Requerimento pede dados sobre custódia, protocolos e documentação do óbito de operador ligado a Daniel Vorcaro
Novo cobra explicações de ministro sobre morte de “Sicário”
Foto arquivo

Deputados do partido Novo enviaram ao Ministério da Justiça um pedido formal de informações sobre a morte de Luiz Phillipi Mourão (foto), conhecido como “Sicário” , ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.


O requerimento, protocolado nesta sexta-feira, 10, solicita do ministro Wellington Cesar Lima e Silva detalhes sobre a atuação da Polícia Federal no caso.


No documento, a deputada Adriana Ventura (SP) pede esclarecimentos sobre “os atos de custódia, os protocolos de prevenção de autoagressão, a cadeia documental do óbito e as providências administrativas” adotadas pelas autoridades.Segundo ela, o episódio levanta dúvidas sobre a condução do caso.


A parlamentar afirma que a situação envolve responsabilidade direta do Estado sobre pessoas sob custódia.


“Não é aceitável que um caso envolvendo morte sob custódia do Estado gere dúvidas ou inconsistências documentais sem esclarecimento rigoroso. A sociedade tem o direito de exigir transparência, porque confiança nas instituições depende de informação correta e prestação de contas”, disse a deputada.


Mourão foi preso pela Polícia Federal em 4 de março, em Minas Gerais, e tentou suicídio no mesmo dia. Ele foi socorrido e levado a um hospital, mas morreu dias depois.


Dinâmica violenta


Preso durante a Operação Compliance Zero, Mourão foi apontado pela Polícia Federal como operador de um grupo ligado ao Banco Master, responsável por monitoramento e obtenção de informações.


De acordo com a investigação, ele teria participado de ações de intimidação e mantinha acesso a bases de dados restritas.


Era Mourão quem supostamente comandava o grupo “A Turma“, usado para intimidar jornalistas e adversários de Vorcaro.


Vorcaro pagava 1 milhão de reais por mês para o grupo, segundo a investigação.


A PF expôs a “dinâmica violenta” das conversas entre Vorcaro e Mourão, com uma troca de mensagens sobre um jornalista que havia publicado notícias contrárias aos interesses do dono do Master.

FONTE: O Antagonista

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