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22/04/2026 às 08h00 - atualizada em 22/04/2026 às 08h11

Redação

Campo Grande / MS

Programa Centelha apoia inovação no Mato Grosso do Sul
A ideia surgiu a partir de pesquisas acadêmicas com foco na aplicação da biotecnologia de forma sustentável
Programa Centelha apoia inovação no Mato Grosso do Sul
Foto divulgação

Em Mato Grosso do Sul, uma empresa tem desenvolvido uma alternativa aos corantes vermelhos químicos e aos naturais, que geralmente são feitos a partir de insetos. Usando biotecnologia e recursos do Pantanal, a Arandu Biotecnologia criou um corante natural vermelho produzido a partir de microrganismos encontrados no solo pantaneiro, com potencial de uso em diferentes setores industriais.


A ideia surgiu a partir de pesquisas acadêmicas com foco na aplicação da biotecnologia de forma sustentável. Microrganismos são seres vivos invisíveis a olho nu, como bactérias e fungos.


O corante desenvolvido pela empresa é obtido por meio de processos biotecnológicos, como a fermentação, que consiste em fomentar o crescimento controlado desses microrganismos para gerar o produto desejado. O modelo permite uma produção contínua, sem depender de fatores como clima ou sazonalidade.


Como o produto não utiliza matéria-prima de origem animal e nem solventes químicos agressivos, há redução nos impactos ambientais. O corante também atende a demandas de mercado por produtos chamados de “clean label” que, para atender determinados nichos de consumidores, têm composição mais simples, transparente e alinhada a padrões de consumo conscientes.


Sócio-fundador da Arandu Biotecnologia, Arthur Ladeira Macedo é pesquisador e atua no desenvolvimento da tecnologia que deu origem à empresa, conectando a produção científica à aplicação industrial. “O Centelha foi o pontapé inicial para tirar a tecnologia do papel e consolidar as primeiras entregas técnicas e de estruturação”, explica Macedo.


Com o apoio da segunda edição do Programa, a empresa iniciou sua estruturação como negócio e avançou no desenvolvimento. “Atualmente, a Arandu está na fase de transição do laboratório para a escala piloto pré-industrial”, completa.


Segundo ele, o processo de transição é sair da produção em pequena escala, típica de laboratório, para volumes maiores, mais próximos das condições reais da indústria, etapa que exige padronização, controle de qualidade e testes em diferentes aplicações.


Macedo explica também que a empresa trabalha na validação do corante em ambientes industriais, com foco em garantir desempenho, estabilidade e repetibilidade do produto. Também avança em aspectos regulatórios e na estruturação da operação para atender o mercado. “O processo ainda se encontra em fase de ajustes técnicos, o que é esperado neste estágio de desenvolvimento”, exemplifica. 


Centelha 3


A experiência da Arandu exemplifica como o apoio público à inovação pode transformar pesquisa em solução prática, conectando conhecimento científico ao desenvolvimento econômico. Com a abertura da terceira edição do Programa Centelha, novas ideias poderão seguir o mesmo caminho. A iniciativa prevê a seleção de até 47 propostas, com investimento total de R$ 6,5 milhões.


Cada projeto poderá receber até R$ 89,6 mil em recursos de subvenção econômica, além de R$ 50 mil em bolsas de fomento tecnológico e extensão inovadora, concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), totalizando R$ 139,6 mil por iniciativa.


Podem participar pessoas físicas, além de empresas nascentes com até 12 meses de existência. As inscrições seguem abertas até 11 de maio de 2026 e devem ser realizadas no endereço ms.programacentelha.com.br.


A iniciativa é coordenada nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI.


Em Mato Grosso do Sul, o programa é executado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com a parceria de Sebrae MS, Senai-Fiems, Fecomércio-Senac, Ecossistema de Inovação e o Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS).


Assista ao vídeo sobre o tema no Instagram da Fundect

FONTE: Comunicação Fundect

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