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08/05/2026 às 12h48 - atualizada em 08/05/2026 às 13h09

Redação

Campo Grande / MS

O ‘pedido’ de Alcolumbre a Lula antes da rejeição de Messias
Em nota enviada por sua assessoria, Alcolumbre negou qualquer conversa com Lula sobre o Banco Master ou pedidos de proteção política
O ‘pedido’ de Alcolumbre a Lula antes da rejeição de Messias
Foto Fabio Rodrigues Pozzebom

Nos bastidores de Brasília, a humilhante derrota do governo Lula na tentativa de emplacar Jorge Messias no Supremo Tribunal Federal passou a ser vista não apenas como um revés político, mas também como parte de uma disputa mais ampla envolvendo investigações sensíveis que avançam sobre nomes influentes do Congresso Nacional.


Análise decisões governamentais


Duas semanas antes da votação no Senado que rejeitou a indicação de Messias ao STF, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, teria procurado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para demonstrar preocupação com o avanço de investigações conduzidas pela Polícia Federal.


A informação é da jornalista Malu Gasper, que revelou o contrato do escritório da esposa de Moraes com o Master.


De acordo com Malu, a conversa ocorreu durante a posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, responsável pela articulação  política do governo.


Na ocasião, Alcolumbre teria afirmado a Lula que vinha sendo alvo de ‘perseguição’ por parte da PF e pedido ajuda para se proteger do que chamou de “injustiças”.


Entre as maiores preocupações do senador estaria a delação do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.


Apesar da negativa, episódios recentes aumentaram as especulações em Brasília.


No ano passado, a gestão de Alcolumbre no Senado determinou sigilo de 100 anos sobre registros de entrada e saída do lobista conhecido como “Careca do INSS”, apontado pela PF como peça-chave no esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias.


O Senado também negou acesso aos registros de entrada de Daniel Vorcaro na Casa, após solicitação feita via Lei de Acesso à Informação.


Além disso, Alcolumbre decidiu não prorrogar a CPI do INSS e arquivou o pedido de criação da CPI do Banco Master, barrando novas frentes de investigação em pleno ano eleitoral.


As duas apurações tramitam atualmente no STF sob relatoria do ministro André Mendonça.


O avanço das investigações também preocupa aliados próximos do presidente do Senado.


Um dos nomes mais ligados a Alcolumbre é o senador Weverton Rocha, relator da indicação de Messias ao STF.


Em dezembro do ano passado, Weverton foi alvo de busca e apreensão durante uma fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias envolvendo aposentadorias do INSS.


Antes da votação no Senado, o parlamentar chegou a assegurar ao governo que Messias teria os 45 votos necessários para aprovação.


No entanto, o chefe da AGU recebeu apenas 34 votos favoráveis, consolidando uma das maiores derrotas políticas do terceiro mandato de Lula.

FONTE: O Globo

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