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14/05/2026 às 09h50

Redação

Campo Grande / MS

Prisão de pai desafia delação de Vorcaro negociada com PGR
Henrique Vorcaro foi preso por suspeitas de intimidações e ocultação de bens do filho, que tenta delatar crimes
Prisão de pai desafia delação de Vorcaro negociada com PGR
Foto Divulgação

Transferido da Papuda em março para negociar uma delação premiada na cela da sede da Polícia Federal, em Brasília, o banqueiro Daniel Vorcaro sofreu um novo revés em sua tentativa de firmar um acordo para entregar seus comparsas na maior fraude financeira da história do Brasil. Nesta quinta-feira (14), seu pai Henrique Moura Vorcaro foi preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero, após a PF recusar a primeira proposta de delação e pedir seu retorno ao sistema prisional.


Enquanto Daniel Vorcaro concentra esforços para tentar convencer a Procuradoria-Geral da República (PGR) a validar sua colaboração que atenuaria suas eventuais penas pelo esquema, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a prisão de seu pai, com outros mais seis alvos.


O grupo no qual Henrique Vorcaro foi inserido denomina-se “A Turma”, tratada pela PF como uma milícia da organização criminosa, com indícios de provas já citadas nas investigações que apontam para condutas de intimidação, de coerção, de obtenção de informações sigilosas e de invasões a dispositivos informáticos.


Ameaças e ousadia


O grupo que acolheu o pai do banqueiro foi considerado violento e destemido; tanto que trocou mensagens com plano para simular um assalto com o objetivo de quebrar os dentes do jornalista Lauro Jardim, para “calar a imprensa”. Além de ter consultado e extraído dados restritos nos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público e de agências estrangeiras, nominalmente o FBI e a Interpol, com o objetivo de vigiar desafetos e se proteger de investigações.


Outro familiar de Daniel Vorcaro integrante da “Turma” foi seu cunhado, Fabiano Zettel, preso em 4 março com o próprio banqueiro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, vulgo  “Sicário”, que acabou morto no mesmo dia, com uma camisa, na cela da Superintendência da PF, em Belo Horizonte, no mesmo dia em que foi preso. Fato que levantou suspeitas de “queima de arquivo”.


Henrique Vorcaro já havia sido citado nas investigações por ocultar R$ 2 bilhões do filho entre seus bens.


E a PGR e o STF podem não validar qualquer acordo de delação, se Daniel Vorcaro não incluir novidades relevantes que incriminem suspeitos como seu próprio pai e demais integrantes centrais da organização criminosa que já demonstrou entender seus tentáculos aos Três Poderes da República.

FONTE: Davi Soares

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