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Brasil

16/05/2026 às 18h29

Redação

Campo Grande / MS

Zema se nega a recuar contra ‘intocáveis’ do STF, após denúncia da PGR
Ex-governador mineiro foi acusado de calúnia em vídeo que sugeriu corrupção de ministros no caso Master
Zema se nega a recuar contra ‘intocáveis’ do STF, após denúncia da PGR
Foto arquivo

O ex-governador mineiro, Romeu Zema (Novo), afirmou na noite desta sexta-feira (15) que não vai recuar um milímetro de suas paródias em vídeo contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao ser denunciado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.


O político de direita que pretende disputar a Presidência da República tem divulgado vídeos, desde março, com paródias sugerindo crimes de corrupção de ministros, tratados como “intocáveis” e ligados ao Banco Master, liquidado pela maior fraude financeira da história do Brasil.


“Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro. Segue o jogo”, reagiu Zema, ao comentar a denúncia.


A denúncia é resultado da iniciativa do ministro Gilmar de pedir ao seu colega de Supremo, Alexandre de Moraes, para investigar Zema no interminável Inquérito das Fake News (Inq 4.781), que tramita há mais de sete anos. E o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concluiu pela denúncia com o argumento de que o ex-governador mineiro excedeu o limite da crítica, ao usar humor para atribuir ao ministro conduta criminosa, de corrupção passiva, e sugerir pedido de propina em razão da função jurisdicional.


“O denunciado não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial. Ao atribuir falsamente ao Ministro Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, fez incidir o tipo de calúnia, previsto no art. 138 do Código Penal, que pune a imputação falsa de fato definido como crime”, diz um trecho da denúncia.

 

FONTE: Davi Soares

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