16/05/2026 às 18h36
Redação
Campo Grande / MS
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado, 16, que os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 “subirão a rampa do Palácio do Planalto” com ele em 2027 caso vença a eleição presidencial.
Em discurso durante evento em Sorocaba, no interior de São Paulo, Flávio disse que os investigados foram vítimas de uma “farsa”.
"Quero começar falando com cada uma das centenas de brasileiros que também foram vítimas da maior farsa que a história já viu, capitaneada por um ministro do Supremo Tribunal Federal para interferir nas eleições”, afirmou durante lançamento da pré-candidatura do deputado Guilherme Derrite (PP) ao Senado.
E acrescentou:
“Todos vocês, cada uma dessas famílias, a gente vai honrar vocês. Vocês vão junto com o presidente Bolsonaro subir aquela rampa do Palácio do Planalto em 2027 junto com a gente.”
Aparelhamento da PF
Durante o evento, Flávio também acusou o governo Lula (PT) de perseguir adversários políticos e de “aparelhar” a Polícia Federal.
O senador citou mudanças em setores da PF ligados à investigação sobre fraudes no INSS e afirmou que o governo tenta manipular apurações.
“A gente não vai permitir que esses canalhas continuem governando o nosso país. Um governo corrupto, que persegue adversários políticos. Eles aparelharam até a Polícia Federal”, disse.
As falas foram feitas em meio à crise provocada pela divulgação de mensagens e áudios entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O senador é alvo de questionamentos após pedir recursos ao empresário para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Sem citar diretamente Vorcaro, Flávio voltou a afirmar que está sendo alvo de perseguição e disse que tentam “enterrá-lo vivo”.
“Eles me subestimaram, mais uma vez, achando que vão me intimidar, achando que vão me calar. Eles esqueceram de uma coisa: aqui tem sangue de Bolsonaro. Eu não vou desistir do meu Brasil.”
Investigação sobre lulinha
A Polícia Federal substituiu o delegado que chefiava o inquérito sobre desvios no INSS e que havia pedido investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
Segundo a PF, o caso foi transferido da divisão de repressão a crimes previdenciários para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores.
A corporação afirmou que a mudança busca dar mais estrutura e “potencializar recuros” da investigação. transferência foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”, disse a PF em nota.
FONTE: O Antagonista
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