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Brasil

22/05/2026 às 10h18

Redação

Campo Grande / MS

A oferta de Vorcaro para tentar convencer a PGR a aceitar sua delação
Ex-dono do Master teve um acordo de delação premiada formalmente rejeitado pela Polícia Federal nesta semana
A oferta de Vorcaro para tentar convencer a PGR a aceitar sua delação
Foto arquivo

O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, estaria disposto a devolver 60 bilhões de reais aos cofres públicos em um eventual acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).


A informação foi dada inicialmente pelo G1 e confirmada por O Antagonista.


A oferta inicial do banqueiro era de 40 bilhões de reais,


A PGR quer mais


Aos advogados de Vorcaro, a PGR sinalizou que só elevar o valor a ser devolvido não basta.


Para a equipe de Paulo Gonet, Vorcaro precisará refazer seu roteiro de delação e entregar mais do que fez até agora.


PF rejeita delação de Vorcaro


A Polícia Federal rejeitou, de forma oficial, a delação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.


Conforme apurou O Antagonista, integrantes da Polícia Federal avaliaram que o material apresentado por Vorcaro é frágil e boa parte da proposta da delação já foi alvo de análise direta dos integrantes do órgão.


A proposta de delação do banqueiro foi entregue formalmente aos advogados de Vorcaro na noite de quarta-feira, 20.


Além disso, integrantes da PF que acompanham o caso avaliam que Vorcaro errou ao tentar fazer uma espécie de ‘delação seletiva’. Nas tratativas iniciais, por exemplo, o banqueiro não falou, por exemplo, sobre pagamentos para o filme “Dark Horse”, por meio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou sobre o custeio da mesada ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira.


Preso preventivamente desde 4 de março de 2026 no âmbito da Operação Compliance Zero, Vorcaro foi retirado, na segunda-feira última, 18, de acomodação especial na Superintendência da PF Brasília e passou a ocupar uma cela destinada a presos em trânsito na mesma unidade.


A PF afirmou que seguia apenas normas internas de custódia, mas a defesa de Vorcaro viu no gesto o primeiro indicativo de que os agentes não aceitariam a delação do banqueiro.


Até a transferência, Vorcaro ocupava uma sala especial dentro da Superintendência — o mesmo espaço utilizado anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante período de detenção na corporação.

FONTE: O Antagonista

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