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Brasil

02/06/2026 às 20h52 - atualizada em 02/06/2026 às 21h03

Redação

Campo Grande / MS

Zema culpa Lula por ameaça de tarifa dos EUA ao Brasil: 'Incompetência'
Zema afirmou em coletiva de imprensa que a situação evidencia falhas na condução da política externa brasileira
Zema culpa Lula por ameaça de tarifa dos EUA ao Brasil: 'Incompetência'
Foto arquivo

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) atribuiu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a culpa pela ameaça de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.


A declaração foi dada nesta terça-feira (2/6), durante coletiva de imprensa na Megaleite, em Belo Horizonte.


Ao comentar a investigação comercial conduzida pelo governo norte-americano contra o Brasil, Zema afirmou que a situação evidencia falhas na condução da política externa brasileira.


“Isso demonstra claramente a inoperância, a incompetência do governo Lula com as relações internacionais. Durante o governo Lula, nós temos assistido o Brasil se aproximar de regimes autoritários, de Cuba, do Irã, de outros governos que são tudo menos democráticos, e distanciar de países do Ocidente. E o resultado está aí mais uma vez. Quem perde é quem trabalha, quem produz”, declarou.


O ex-governador também defendeu uma reaproximação diplomática e comercial com países ocidentais. “O Brasil precisa, como eu tenho dito, se aproximar do Ocidente. Nós somos um país ocidental, um país cristão, as nossas raízes estão na Europa e temos aqui na América países que são nossos irmãos ou primos e simplesmente viramos as costas para os mesmos”, afirmou.


O posicionamento ocorre após o governo dos Estados Unidos concluir, na segunda-feira (1º/6), uma investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado. O relatório aponta que práticas adotadas pelo governo brasileiro seriam “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio dos EUA”.


O documento propõe tarifas retaliatórias de 25% sobre produtos brasileiros, embora as medidas ainda dependam de discussão nas próximas semanas. Entre os pontos questionados pelos norte-americanos estão políticas ligadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.


A investigação foi aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos Estados Unidos, instrumento que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos do país.

FONTE: Vinícios Prates

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