03/06/2026 às 06h36
Redação
Campo Grande / MS
Mais uma investigação do governo dos Estados Unidos resultou em punicões adicionais ao Brasil e outros 59 países, por meio de aumento de tarifas, por falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. As tarifas adicionais serão de 12,5% sobre todos os produtos desses países.
Tanto quanto no caso da punição ao Brasil por “práticas abusivas” ou “irrazoáveis”, a decisão é aplicada pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), espécie de minist´rio do comercio, e se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após investigação iniciada em março.
A prática desses países é “irracional” e restringe o comércio dos EUA ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos.
Segundo a decisão, será aplicada 10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco, como os integrantes daalém de União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.
Outros 12,5% de tarifa adicional serão aplicados todos os países que não realizem esse tipo de controle, como Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina e Arábia Saudita, entre outros.
De acordo com o relatório, embora o Brasil assuma compromissos contra o trabalho escravo em acordos de livre comércio e investimentos, o país ainda carece de uma proibição legal efetiva que impeça, na prática, a entrada de mercadorias produzidas nessas condições em seu mercado interno. Por isso, a conduta do Brasil foi classificada como irracional e prejudicial ao comércio norte-americano.
O relatório também detalha estudos de caso setoriais, apontando o risco de trabalho forçado na produção de arroz em Mianmar e de tabaco no Maláui. Além disso, países europeus como Polônia e Espanha são citados como mercados de destino para exportações que concorrem diretamente com os produtos americanos.
Antes de ser implementada, a medida ainda passará por um período de consulta pública até que em 7 de julho, o USTR realizará audiências públicas para discutir as ações propostas.
Veja a lista de países punidos:
África do Sul
Argélia
Angola
Argentina
Austráliacasa brsnca
Bahamas
Bahrein
Bangladesh
Brasil
Camboja
Canadá
Catar
Cazaquistão
Chile
China
Colômbia
Coreia do Sul
Costa Rica
Egito
El Salvador
Emirados Árabes Unidos
Equador
Filipinas
Guatemala
Guiana
Honduras
Hong Kong (Região Administrativa Especial da China)
Índia
Indonésia
Iraque
Israel
Japão
Jordânia
Kuwait
Líbia
Malásia
Marrocos
México
Nicarágua
Nigéria
Noruega
Nova Zelândia
Omã
Paquistão
Peru
Reino Unido
República Dominicana
Rússia
Arábia Saudita
Singapura
Sri Lanka
Suíça
Taiwan
Tailândia
Trinidad e Tobago
Turquia
União Europeia
Uruguai
Venezuela
Vietnã
FONTE: Diario do Poder
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