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Brasil

07/06/2026 às 13h14

Redação

Campo Grande / MS

Brasil é o único país do Mercosul afetado por veto da UE à carne
Argentina, Paraguai e Uruguai seguem autorizados a exportar para bloco europeu. Brasil tenta reverter decisão até setembro
Brasil é o único país do Mercosul afetado por veto da UE à carne
Foto arquivo

A decisão da União Europeia (UE) de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco transformou o país no único integrante do Mercosul afetado pelas novas restrições sanitárias europeias.


Enquanto o Brasil foi excluído da relação de países habilitados, Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a vender produtos de origem animal aos 27 membros da União Europeia, segundo regulamento publicado pela Comissão Europeia na última sexta-feira (5/6).


A medida pode atingir um dos mercados mais importantes para o agronegócio brasileiro.


Em 2025, a União Europeia importou cerca de 368,1 mil toneladas de carnes do Brasil, movimentando US$ 1,8 bilhão, de acordo com dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).


O valor coloca o bloco europeu como o segundo principal destino das exportações brasileiras de carnes em receita, atrás apenas da China.


A exclusão brasileira chamou a atenção de autoridades e representantes do setor porque ocorre em um momento de aproximação comercial entre os dois blocos econômicos. A decisão foi anunciada poucos meses após o início da aplicação provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia.


Apesar disso, a Comissão Europeia sustenta que a medida não está relacionada ao tratado comercial, mas exclusivamente ao cumprimento de exigências sanitárias.


Por que só o Brasil ficou fora




    • Segundo o regulamento europeu, o Brasil não apresentou informações consideradas suficientes para comprovar que conseguirá cumprir integralmente as regras do bloco sobre o uso de determinados antimicrobianos na produção animal até setembro de 2026.

    • A legislação europeia proíbe a importação de produtos de origem animal oriundos de sistemas produtivos que utilizem determinados antimicrobianos para promover crescimento ou aumentar a produtividade dos animais.

    • Bruxelas argumenta que o uso inadequado dessas substâncias contribui para a resistência bacteriana, considerada uma das principais ameaças globais à saúde pública.

    • Por esse motivo, o país foi retirado da lista de nações autorizadas a exportar para a União Europeia produtos das categorias de bovinos, aves, equídeos, aquicultura, mel e tripas.

    • Caso a restrição entre efetivamente em vigor, o impacto poderá ser significativo para o setor exportador brasileiro.

    • Os números de 2025 mostram a dimensão desse mercado.

    • Carne bovina: US$ 1,048 bilhão em exportações;

    • Carne de frango: US$ 762,9 milhões;

    • Carne de peru: US$ 15,7 milhões;

    • Carne suína: US$ 1 milhão;

    • Carne de cavalo: US$ 1 milhão;

    • Carne ovina: US$ 144 mil;

    • Carne de pato: US$ 24 mil..



Somadas, as vendas de carnes ao bloco europeu alcançaram aproximadamente US$ 1,8 bilhão no ano passado

FONTE: Manuela de Moura

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