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Brasil

08/06/2026 às 09h45

Redação

Campo Grande / MS

PoderData: 48% culpam governo Lula por caso Master
Para 32%, a responsabilidade é da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); 47% acham que a corrupção aumentou no terceiro mandato do petista
PoderData: 48% culpam governo Lula por caso Master
Foto arquivo

Pesquisa PoderData divulgada nesta segunda-feira (8) mostra que 48% dos eleitores brasileiros que ficaram sabendo das fraudes bilionárias do Master acham que o governo do presidente Lula (PT) é o principal responsável por permitir ilegalidades do banco de Daniel Vorcaro.


Outros 32% apontaram responsabilidade da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e 20% afirmaram não saber o responsável.


Esses percentuais foram colhidos entre os 54% dos brasileiros que dizem ter conhecimento sobre o caso Master, que "inclui acusações de fraude bancária, lavagem de dinheiro, compra de leis e corrupção". Outros 44% disseram não ter informações sobre o episódio, enquanto 2% não souberam responder.


Outra pergunta feita aos eleitores foi sobre a percepção de corrupção no Brasil desde que Lula iniciou seu terceiro mandato, em 2023. 


Para 47%, esse problema aumentou.


Outros 28% acreditam que "ficou igual" e 21% opinaram que diminuiu, enquanto 5% responderam não saber.


A pesquisa de opinião do PoderData ouviu 2.500 pessoas em 166 municípios nas 27 unidades da federação, entre os dias 30 e 1º de junho.


A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança chega a 95%.


Em relação à responsabilidade do governo federal no caso Master, o percentual de quem culpa Lula é maior entre homens (52%), pessoas de 16 a 24 anos (56%) e 25 a 44 anos (53%), quem cursou ensino superior (62%), no grupo de quem ganha mais de cinco salários mínimos (63%), entre moradores de Centro-Oeste (58%) e Sul (58%) e evangélicos (57%).


Já a atribuição de culpa a Bolsonaro tem maiores índices entre mulheres (35%), pessoas de 60 anos ou mais (40%), quem cursou até ensino fundamental (41%), na faixa de renda de até dois salários mínimos (46%), entre moradores do Nordeste (53%) e pessoas da umbanda e do candomblé (62%).

FONTE: Felipe Moraes

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