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Rio Verde

16/04/2019 às 15h14

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Redação

Campo Grande / MS

Desmatamento em Área de Proteção Ambiental desespera empresário
A filmagem foi feita no último sábado (13) quando já haviam sido derrubados 80 hectares
Desmatamento em Área de Proteção Ambiental desespera empresário
Fotos Herbert Medeiros

Um vídeo transmitindo imensa preocupação circulou na semana passada nas redes sociais.


Nele, em tom desesperador o empresário Gilmar Alves Mello, proprietário do Rancho da Princesa, narra o iminente desmatamento de 140 hectares de mata e clama por socorro.


“Essa mata toda vai cair, mata que protege o rio (Rio Verde). O rio está a menos de 50 metros e já temos o problema da estrada muito próxima ao rio”, alerta ele no começo do vídeo.


Em vão, proprietários de sítios da região se mobilizaram para tentar interromper a ação.


Segundo Gilmar, os membros do Conselho Gestor de Meio Ambiente de Rio Verde deveriam ter sido consultados sobre o desmate, mas a Secretaria de Meio Ambiente do município, que preside o conselho, recebeu o documento do Imasul e permitiu a supressão vegetal de forma arbitrária.


Gilmar Alves Mello - Foto facebook


“É uma APA (área de proteção ambiental) e para qualquer atividade tem que mandar primeiro para o órgão gestor, para reunir o conselho e dar o parecer. Eu procurei o órgão e eles nem sabiam. Esconderam o documento”, diz Gilmar sobre o pedido de licença para desmatamento.


Conforme consta no Resumo Executivo do Plano de Manejo, a APA Municipal Sete Quedas do Rio Verde possui uma área de 18.825,4671 hectares e situa-se em uma micro bacia com área aproximada de 22.000 hectares. Ainda, o documento cita que a APA “foi criada através de Decreto Municipal n° 800 de 18 de abril de 2005, com o objetivo de promover a proteção da paisagem de grande valor natural e cênico, a bacia hidrográfica do rio Verde e sua diversidade”.


O proprietário do sítio afirmou ao site Campo Grande News que não pretende encontrar culpados, mas defende que uma nova análise seja feita. “Os documentos da APA não permitem nenhuma atividade agropecuária. Essa licença jamais poderia ter saído. Não pretendemos encontrar culpados, mas a culpa maior é da Secretaria de Meio Ambiente do município que não reuniu o conselho gestor”, protesta.

FONTE: Tatiana Marin

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