22/05/2026 às 06h31
Redação
Campo Grande / MS
A decisão desta quinta-feira (21) da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), homologando o leilão e determinando a contratação das empresas vencedoras, não encerra as discussões sobre anulação ou suspensão pretendidas por empresa que perderam a disputa, vencida por usinas termelétricas.
O leilão de capacidade, como os técnicos o denominam, é para contratar usinas que só entram em operação quando o sistema nacional mais precisa, como nos períodos de estiagem que reduzem o volume d’água de represas e hidrelétricas para níveis críticos, ou nos horários de maior consumo de energia, entre 18h e 22h.
Perdedor na disputa, o bilionário cearense Mário Araripe, dono de uma empresa chamada Casa dos Ventos, gera energia eólica e pretendia que o País adotasse uma ideia ainda considerada exótica ou prematura. por especialistas: armazenar a energia gerada pelos ventos em baterias.
O leilão envolve muito dinheiro. O preço pago para as empresas, no entanto, é pela disponibilidade dos empreendimentos, independentemente do uso. Anular o leilão deixaria o País sob risco de apagões, dizem técnicos e defensores do certame.
Agora, o processo entra em uma fase mais contratual, regulatória e judicial até a adjudicação formal dos vencedores, por meio da assinatura dos Contratos de Reserva de Capacidades (CRCAPs), que devem começar a ser formalizados entre geradores e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, conforme o cronograma do edital.
Os vencedores foram oito termelétricas da Petrobaras e mais as empresas de energia Eneva, do BTG de André Esteve, e Âmbar, controlada elos irmãos Josley e Wesley Batista. As empresas vencedoras agora terão de apresentar garantias de fiel cumprimento do contrato, abrir sua estrutura financeira, apontar cronograma executivo e apresentar licenciamento e suprimento de combustível – ponto será especialmente crítico nas térmicas a gás.
FONTE: Diario do Poder
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