27/05/2026 às 13h45
Redação
Campo Grande / MS
Em entrevista ao programa Meio-Dia em Brasília desta quarta-feira, 27, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), ex-relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmou que a delação premiada do empresário Maurício Camisotti teria implicado uma “senadora da esquerda”.
De acordo com o deputado, essa parlamentar teria recebido em torno de 7 milhões de reais fruto de descontos indevidos de aposentadorias e pensões.
A delação de Camisotti foi a primeira relacionada à Operação Sem Desconto, desencadeada pela PF. Camisotti é empresário, dono do grupo Total Health, e em sua delação confessou em benefícios do INSS.
“Tomei conhecimento, por uma fonte, seguríssima, Maurício Camisotti prestou colaboração premiada com o nome de uma senadora da República da esquerda. A coitada recebeu 7 milhões de reais dos aposentados e pensionistas. É nessa porta que eu quero ver a PF bater”, declarou o parlamentar.
Questionado sobre o partido da senadora, o parlamentar desconversou.
“Eu não acompanho o dia a dia dessa senadora esquerdista, mas parece que ela de vez em quando muda de partido. Mas o mais importante é quando a PF vai fazer ‘toque-toque’ na porta da senadora e ela devolver o dinheiro roubado dos aposentados e pensionistas”, disse ele.
A Operação Sem Desconto
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 27, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões.
Com o apoio da Controladoria-Geral da União, os policiais cumprem 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas em três estados –Pernambuco, São Paulo e Paraíba– e no Distrito Federal.
“Nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a Administração Pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial”, afirmou a PF em nota.
Segundo o G1, a PF apura a atuação de três núcleos regionais envolvidos nas fraudes do INSS.
Em São Paulo, foram cumpridos nove mandados, quatro associações são alvo de buscas. São elas: Amar, Master Prev, AASAP e ANDAPP.
Na capital federal, as investigações recaem sobre as associações UNIBAP e ABENPREV.
Os investigados são:
Alexandre Caetano, integrante da estrutura operacional e financeira investigada;
Américo Monte Júnior, responsável pela estrutura e gestão de associações investigadas;
Anderson Cordeiro de Vasconcelos, responsável pela estrutura das entidades;
Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, ligado à estrutura operacional das entidades;
Cleiton dos Santos Medeiros, operador ligado à estrutura financeira e operacional investigada;
Daniel Gerber, citado como operador ligado ao funcionamento financeiro do grupo;
Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns;
Felipe Macedo Gomes, envolvido na estrutura e administração das entidades;
Gutemberg Tito de Souza, apontado como um dos articuladores ligados à gestão das associações UNIBAP e ABENPREV;
Igor Dias Delecrode, integrante da gestão das associações sob investigação;
Rogério Soares de Souza, ex-integrante da diretoria do INSS e da Superintendência Regional do Nordeste;
Zacarias Canuto Sobrinho, articulador ligado à administração das entidades investigadas.
FONTE: Wilson Lima
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